Brasileiro Roberto Simon, eleito vice-presidente da União Internacional de Arquitetos , coordenará as ações da entidade nas Américas. Um dos desafios é a organização do Congresso UIA.2020.RIO

O arquiteto e urbanista brasileiro Roberto Simon é novo vice-presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA) para as Américas (Região 3). A eleição ocorreu no sábado (09/09/17) em Seul, na Coréia do Sul, durante o 26º Congresso Mundial de Arquitetos UIA.2017.SEOUL. Ele é o terceiro brasileiro a ocupar um cargo na alta direção da entidade, que congrega cerca de 1.500.000 de arquitetos de 138 países dos cinco continentes. Os outros foram Jaime Lerner (presidente 2002/2005) e Miguel Pereira (vice-presidente das Américas entre 1999 e 2002).

Simon, conselheiro representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), teve apoio unânime dos candidatos ao Conselho da UIA para o continente americano, apresentando-se como candidato único. Seu mandato vai até 2020, ano em que o Brasil sediará o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, a se realizar no Rio de Janeiro com o tema “Todos os Mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”.

O arquiteto, 61 anos de idade, carioca de nascimento, formou-se na Universidade Federal do Paraná e fez seu mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina, Estado onde desenvolveu sua carreira profissional, mantendo escritório de projetos desde 1982 e uma empresa incorporadora desde 2012. Em paralelo, teve intensa participação em atividades associativas da categoria. Ex-presidente do IAB/SC, conselheiro federal do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) na gestão fundadora, é o atual Ouvidor-Geral da autarquia. Participou mais de uma vez do Conselho da UIA e de várias comissões da entidade internacional de arquitetos.

Para Roberto Simon, o novo desafio é cercado de alegria e de preocupação. Ele cita como desafio específico para o Brasil para os próximos anos a realização do 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA.2020.RIO, de cuja comissão organizadora faz parte. Em termos mundiais, ele aponta como prioridade a luta pela redução da emissão de gases de efeitos estufa, em especial das construções. “Resiliência e sustentabilidade estão se tornando mais e mais os principais critérios para a profissão do arquiteto”.

O arquiteto brasileiro afirma que irá trabalhar também para ampliar a participação na UIA das entidades associativas da categoria nas Américas, inclusive com programas de intercâmbio e uso de novas tecnologias de comunicação.

Serviço:
CAU/BR / http://www.caubr.gov.br/
(61) 3204-9500
UIA / http://www.uia-architectes.org

 

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